9.3/10

A menina que roubava livros – Markus Zusak

julho 13, 2017


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Em A menina que roubava livros, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes, entre 1939 e 1943. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em ‘A Menina que Roubava Livros’, livro há mais de um ano na lista dos mais vendidos do ‘The New York Times’.
Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido da sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta.

Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, ‘O Manual do Coveiro’. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro de vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes.
E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de rouba-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito.

E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto a sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar.

Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhece-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.

Vamos a resenha de “A menina que roubava livros”

“Quando a morte conta uma história você deve parar para ler.”

Essa estória se passa no ano de 1939 e 1943, onde somos colocados pelo escritor em meio a uma Alemanha Nazista. Esse enredo nos traz algo inusitado, a narradora é a  Morte que retrata a estória de Liesel Meminger, uma garotinha que se esbarrou com a morte três vezes.

Porém, vemos uma figura diferente da morte que frequentemente imaginamos. Pois, como tudo se passa em meio a Segunda guerra mundial a Morte da relatos sobre como é pesaroso ver pessoas em situações tão difíceis e ate mesmo como ela se sente ao ter que “levar” pessoas em meio a guerra.

A protagonista Liesel meminger é apenas uma garota com 9 anos, que se vê em situações inimagináveis, começando pelo o que lhe coloca em meio ao seu principal caos, ela é entregue pela mãe biológica a uma outra família. Isto acontece porque sua mãe biológica é simpatizante do movimento comunista, e como é de se imaginar nesses anos quase não havia mais judeus ou pessoas que tinham divergência com a política aplicada por Adolf Hitler em liberdade.

Primeiro Roubo

Como o nome A menina que roubava livros, o primeiro “roubo” ocorre quando ela ve o livro “O Manual do coveiro” cair do bolso do coveiro que estava no enterro do seu irmão, irmão este que também seria entregue a família adotiva, porém na viagem que iria leva-los a esta família, ele acabou falecendo.

Quando Liesel é entregue para essa família Hubbermann, começa o incrível exemplo que em meio a guerras, situações difíceis que os alemães tem passado, ainda é possível encontrar afeto, compaixão, amor e amizade. Liesel se apega ao pai adotivo Hans Hubbermann, que faz por ela tudo que um pai biológico faria por sua filha, dando amor e afeto, e no decorrer do livro, ensinando Liesel a ler.  Ela também logo conhece Rudy que se torna seu melhor amigo e companheiro inseparável… Onde eles vivem o que toda criança quer viver mesmo com as limitações da segunda guerra mundial.

Pagando uma divida do passado

Hans Hubbermann, não concorda em se alistar ao partido Nazista, o que é uma afronta para aquela época.

Neste mesmo período Hans é  tem uma grande divida do passado batendo em sua porta… Essa divida acaba sendo um Judeu escondido em seu porão.

A menina que roubava livros

A menina que roubava livros, é aquele tipo de livro que te faz pensar, você não consegue acreditar em como o ser humano pode ser cruel com outros. É uma estório simples que porém meche demais com o nosso sentimental.

É mais um livro de ficção da segunda guerra mundial que nos mostra que a literatura pode ser um refugio de situações difíceis, pode ser uma forma de unir famílias e amigos em momentos inacreditáveis e complicados de superar.

E se você procura um livro com final feliz, eu realmente lamento dizer que este não é um deles. Pois assim como quem esteve nesse regime Nazista, nos também sairemos deste livro como se algo nos tivesse sido tirado.

Quotes do livro A menina que roubava livros

Não teria como terminar uma resenha deste livro maravilhoso, forte e um tanto poético,  sem compartilhar com você que ainda não leu, algumas frases que realmente completam o enredo perfeito deste:

 “O ser humano não tem um coração como o meu. O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo na hora certa. A conseqüência disso é que estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior. Vejo sua feiúra e sua beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas. Mas eles tem uma coisa que eu invejo. Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer.”

 

“Este é um pequeno fato. Você vai morrer.”

“As pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim, mas para mim, está
muito claro que o dia se funde através de uma multidão de matizes e entonações, a
cada momento que passa. Uma só hora pode consistir em milhares de cores diferentes.
Amarelos céreos, azuis borrifados de nuvens. Escuridões enevoadas. No meu ramo de atividade,faço questão de notá-los.”

 

“Em algum lugar, em toda aquela neve, ela via seu coração partido em dois pedaços. Cada metade luzia e pulsava sob a imensa branquidão.”

Você sabia? Em 2014, com direção de Brian Percival, foi lançado o filme The book thief. No Brasil foi traduzido como A menina que roubava livros. Elenco de:

  • Sophie Nélisse- como  Liesel Meminger
  • Geoffrey Rush – como Hans Hubbermann
  • Emily Watson – como Rosa Hubbermann
  • Nico Liersch – como Rude Steiner

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Conclusão

A menina que roubava livros

  • 8/10
    Autor
  • 8.5/10
    Historia
  • 10/10
    Escrita
  • 10/10
    Relevância
  • 10/10
    Arte

Prós

  • Enredo envolvente
  • Tema forte
  • Boa escrita

Contras

  • Começo lento

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