Top 5: Livros mal adaptados para o cinema

agosto 16, 2017


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Se tem uma coisa que a indústria do cinema tem feito nos últimos anos é adaptar livros para filmes. Mas se tem uma coisa que nos leitores sabemos é que o filme nunca é melhor que o livro. Em alguns casos seria melhor que o filme nem existisse.

Certas filmes nem levam em conta o livro, porque como eles da industria cinematográfica dizem, é uma adaptação. Isso é um tapa na cara de quem ler, porque valorizamos aquele livro e sonhamos com dia em ver aquilo que só imaginamos na tela do cinema.

O mais incrível é que não importa quem seja o diretor do filme. Se ele quiser, o filme saíra do jeito que ele acha que é melhor para o estúdio. Parece seguir o que está escrito, da forma como esta escrito, fará que o filme seja um fracasso. Retirar um outro detalhe não relevante para a historia é compreensível. MAS, simplesmente mudar completamente o rumo da historia, personagens, características, e etc, sem dar um motivo para isso é inexplicável.

Certos filmes do cinema chegar a dar raiva e ódio em quem leu e viu o filme. Quem só assiste ao filme as vezes não entende, porque as vezes a adaptação é boa. Casos como Jogos Vorazes e A culpa é das estrelas. Apesar de ter mudado certos detalhes, não acarretaram nenhuma mudança em relação ao livro.

Vou citar 5 Exemplos de filmes que foram adaptados de livros para o cinema, que tem pouca ou nenhuma relação com a obra.

O iluminado (Adaptado para o cinema em 1980)

Durante o inverno, um homem (Jack Nicholson) é contratado para ficar como vigia em um hotel no Colorado. E vai para lá com a mulher (Shelley Duvall) e seu filho (Danny Lloyd). Porém, o contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornado cada vez mais agressivo e perigoso. Ao mesmo tempo que seu filho passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado, que também foram causados pelo isolamento excessivo.

A premissa dessa historia é bem simples. Jack Torrance arruma emprego em hotel, onde ele sua família vão ficar isolados por meses por causa do inverno. Pela sinopse do filme (acima) parecia que seria fiel a livro.

Mas não foi bem o que aconteceu. O filme começa bem. Só isso, o resto vai se afunilando e a história vai fugindo totalmente do rumo do livro.  Os atores não sãos como no livro. O hotel não é totalmente o problema dos acontecimentos. No livro deixa isso claro. E um detalhe é completamente deixado de lado, sendo que o final e culminado por ele.

Umas das cenas mais marcante do filme, sequer existe no livro. É cena em que um andar inteiro é inundado por sangue.

O filme é considerado um clássico do terror, e não chega a ser ruim. Mas não segue o livro e o final é completamente frustrante.

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Celular (Adaptado para o cinema em 2015) 

Um dia, todos os telefones celulares do mundo sofrem a interferência de uma mesma pulsação, com consequências trágicas: as vítimas do acontecimento se tornam criaturas assassinas e sedentas por sangue. No meio do caos, um artista tenta reencontrar o filho.

O livro celular (Resenha aqui), foi o primeiro livro de Stephen King que li.  Tem uma historia fantástica e com personagens bem construídos. Já o filme, não tem quase nada a ver.  Para ser sincero apenas os personagens tem o mesmo nome. Mas não possuem nem as mesma características.

Só de exemplo, o protagonista da historia é completamente abobado, indiferente e você não torce por ele em nenhum momento. Não a apego emocional a ninguém. Sãos todos apáticos e aleatórios.  O filme para mim foi uma ofensa mais que do que foi uma adaptação. O final é horrível e completamente confuso.

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Querido John (Adaptado para o cinema em 2010)

John Tyree (Channing Tatum) é um jovem soldado que está em casa, licenciado. Um dia ele conhece Savannah Curtis (Amanda Seyfried), uma universitária idealista em férias, por quem se apaixona. Eles iniciam um relacionamento, só que logo John precisará retornar ao trabalho. Dentro de um ano ele terminará o serviço militar, quando poderão enfim ficar juntos. Neste período eles trocam diversas cartas, onde cada um conta o que lhe acontece a cada dia.

Esse filme é um clássico dos romances. É difícil quem não goste, já que os atores foram bem escolhidos e tem um enredo bem construído. Mas o que pesa é que o filme resume demais a historia. Não explica muito sobre o personagem principal o que faz com que ele não seja bem compreendido. O final é diferente e muitos que leram o livro não gostaram. Mas ainda sim m esmo tendo mudado o final é um excelente filme. Porém não uma é boa adaptação do livro.

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Percy Jackson e o ladrão de raios (Adaptado para o cinema em 2010)

Percy Jackson (Logan Lerman) é um jovem que enfrenta problemas na escola, devido ao que acredita ser dislexia e déficit de atenção. Ele foi criado por sua mãe, Sally (Catherine Keener), e vive com Gabe Ugliano (Joe Pantoliano), seu padrasto, que odeia. Após ser atacado em plena excursão escolar, é revelado a Percy que ele é um semideus, ou seja, filho do deus Poseidon (Kevin McKidd) com uma humana, e possui poderes.

Protegido por Grover Underwood (Brandon T. Jackson), ele é levado ao acampamento dos meio sangue, onde está em segurança. Lá ele tem Chiron (Pierce Brosnan) como tutor e passa a treinar para se tornar um grande guerreiro. Só que Percy é acusado de ter roubado o raio de Zeus (Sean Bean), uma poderosa arma de destruição que pode fazer com que os deuses entrem em guerra.

É quando Hades (Steve Coogan) visita o acampamento e oferece a Percy uma troca: que ele entregue o raio, o qual não possui, em troca da devolução de sua mãe, que faleceu em meio à fuga. Ele então parte para chegar ao Mundo Inferior, onde vivem Hades e Perséfone (Rosario Dawson), juntamente com Grover e Annabeth Chase (Alexandra Daddario), uma poderosa guerreira que conheceu no acampamento.

Falar mal dessa adaptação para o cinema é unanimidade. Terrível em todos sentidos possíveis. O que eles fizeram foram abobalhar a historia, junto com festival de acontecimentos aleatórios e sem conexão nenhuma. Não existe nenhuma adaptação que seja tão ruim como essa. É uma afronta total aos fãs da saga e não deveria existir. O segundo filmes da série de livros Percy Jackson e os olimpianos foi uma tentativa em vão de tentar salvar a saga. Não merece nem sequer ser citada.

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O lar das crianças peculiares (Adaptado para o cinema em 2016)

Após a estranha morte de seu avô (Terence Stamp), o jovem Jake (Asa Butterfield) parte com seu pai para o País de Gales. Lá ele pretende encontrar a Srta. Peregrine (Eva Green), atendendo ao último pedido do avô, que lhe disse que “ela contará tudo”.

Só que, ao chegar, descobre que o local onde ela viveria é uma mansão em ruínas, que foi atingida por um míssil durante a Segunda Guerra Mundial. Ao investigar a área, Jake descobre que lá há uma fenda temporal, onde a Srta. Peregrine vive e protege várias crianças dotadas de poderes especiais.

 

Baseado nesse sucesso, O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares, tinha tudo para ser um sucesso. A começar pelo diretor, o renomado Tim Burtom, mestre em fazer historia de fantasia. Mas ele sequer se importou com a historia do livro, e da metade para frente, ele a muda quase que completamente.

Um roteiro infantil e uma inexplicável mudança nos poderes da personagem principal. O motivo? vai saber, não é explicado e tudo que o livro construiu  muito bem, o filme mudou. E mudou para pior. Partes extremamente bem construídas no livros, são banalizadas no filme.. Partes de ação são transformadas em cenas infantis e sem nexo. E fora que o final já deixou claro que o segundo filme vai seguir um rumo diferente, pelo fato de ser diferente do final do livro.

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Espero que tenham gostado deste artigo!

Vejam também o nosso artigo sobre Os livros que me fizeram chorar (Clique aqui)

 

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